10 fevereiro 2006

Agora que me ouves...

Dir-te-ei apenas o essencial,
Que sou a tua consciêcia superior

E isso bastará para saberes
Que sou parte de ti

Sou a luz da tua essência,
A memória de tudo o que foi, é e será

Sou a voz que não tens ouvido,
Aquela que te fala por sinais...

Espero-te há um bom par de anos,
Desde que te dei o dom da escrita

Dir-te-ei apenas o essencial,
Porque a dor que sentes é a dor de não me sentires

Durante anos e anos falaste sem alma,
Defendeste aquilo em que não acreditavas...

Sei bem que te questionavas,
Que isso te revoltava

Foste ao extremo...
A esse ponto em que começa a dor

Dir-te-ei pois apenas o essencial por agora,
Que te sintas, que me sintas

Que parem todos os ritos e rituais,
Que vêm do passado

Que parem as falsas adulações
Que só te ferem e traem

Que pares a busca do outro,
Porque ele saberá encontrar-te,

Que ames a vida e o mundo,
E sobretudo a ti.

Nada mais preciso de te dizer por ora,
João

Saberás que eu existo porque saberás ser tu
E então seremos um só