Sob o céu de Outubro
Ela fala,
Tem na pequena secretária um candeeiro
E é ele que me diz que ela já o fez outrora,
Anos 20, Lisboa, Portugal
Agora é Outubro, o 11.º dia,
E a noite encontra-nos neste simulacro de cosmo
Entre os 4 elementos,
Numa sala esférica
Daqui a pouco o céu há-de se abrir para nós,
Porque para ela abre-se todas as terças-feiras
E é assim que nos fala
E é assim que nos prepara e muda
Será noite nesta sala,
De resto é noite lá fora,
E seria mesmo que o não fosse
Porque do que aqui se diz pouco se vê
O céu move-se...
Como é vasto e grandioso o céu
E como é bom vê-lo na cidade
Que de tão luminosa o obscurece
Apetece gritar por ti, Pai,
Não um grito de medo ou raiva,
Mas um grito como o do filho
Que procura a reunião com o Criador
Onde estais nesta imensidão?
Como negar a evidência?
Apetece apenas navegar,
Tudo é tão belo
De que servem aqui as memórias e o conhecimento
Se tudo é novo e diferente?
Somos como a criança que nasceu,
Tudo é novo e deslumbrante
Sentimos a Tua presença em cada luz
Em cada estrela,
Em cada poeira,
em cada planeta
Difícil é voltar...
À Mãe Terra, nossa casa,
Planeta sagrado que nos acolhe,
Nave do nosso destino e karma
Aqui pertencemos por ora,
E, embora saibamos que estamos apenas de passagem,
Nem por isso te desrespeitamos,
Invólucro sagrado do invólucro profano do nosso ser por vir a ser.

2 Comments:
Olá João.
Numa busca na net, sobre Dulce Regina e o livro o encontro e a busca...
Encontrei este cantinho, sui generis, gostei de te ler e dos teus pensamentos.
Tentarei voltar com mais tempo e mais atenção.
Coincidências... ou não!
Bom domingo
Oi oi,
Pois, a Dulce Regina tem livros muito interessantes.
Os da Alma Gémea são um must.
:)
Não acredito em coincidências.
Bom domingo!
Enviar um comentário
<< Home