Naquele Verão...
Era Verão
E tudo era mágico
Tu eras único,
Eu era único...
Sentia-te em mim
Mesmo quando não estavas
Respirava a tua essência
Em sonhos de sonos tranquilos
Cheiravas a mar
E a um caldo de estrelas e luz
Era Verão
E toda a esperança era permitida
As utopias não tinham esse nome
E a quimera morava ainda longe
O sentimento era tão forte
Que até a minha alma parecia sentir-te
Dava-te longos abraços abraçando o éter
E doces beijos fechando os olhos
Como sentia o teu corpo,
E a doçura dos teus lábios
Era Verão...
E tu eras o mágico
Tudo era possível,
Até mesmo a plenitude...
Mas os dias foram passando
E as noites foram pesando
E um dia já era Outono
E os teus finos cabelos louros caíam como folhas
Tentei em vão apanhar cada fio deles,
Como quem se agarra à vida
Mas a natureza quis-te estação passageira
E de ti me apeei, era já Inverno
A minha alma ainda te sente
Na diferença de seres diferente
Aguarda, quem sabe, pela Primavera
Que te faça presente.

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