06 janeiro 2006

Naquele Verão...

Era Verão
E tudo era mágico

Tu eras único,
Eu era único...

Sentia-te em mim
Mesmo quando não estavas

Respirava a tua essência
Em sonhos de sonos tranquilos

Cheiravas a mar
E a um caldo de estrelas e luz

Era Verão
E toda a esperança era permitida

As utopias não tinham esse nome
E a quimera morava ainda longe

O sentimento era tão forte
Que até a minha alma parecia sentir-te

Dava-te longos abraços abraçando o éter
E doces beijos fechando os olhos

Como sentia o teu corpo,
E a doçura dos teus lábios

Era Verão...
E tu eras o mágico

Tudo era possível,
Até mesmo a plenitude...

Mas os dias foram passando
E as noites foram pesando

E um dia já era Outono
E os teus finos cabelos louros caíam como folhas

Tentei em vão apanhar cada fio deles,
Como quem se agarra à vida

Mas a natureza quis-te estação passageira
E de ti me apeei, era já Inverno

A minha alma ainda te sente
Na diferença de seres diferente

Aguarda, quem sabe, pela Primavera
Que te faça presente.