08 março 2006

Sê o todo que és

No extenso de ti,
Não és senão o ínfimo de ti

Quando no mundo te vês só a ti
E só por ti

É assim que no infinito de ti
Se encontra finita a dimensão da alma,

Essa que em nós sente,
Essa que em nós sabe.

No todo que és tu,
Não és senão uma parte,

Quando no cosmos te sentes só,
Desligado da lei,

Essa que Júpiter intui
E Sagitário busca.

Na abundância que é o amor,
Não experimentas senão escassez,

Quando nele só em corpo estás,
Sem coração (nem sentido),

Esse em que em nós Ele mora,
Esse que é vida

Dedicado a todas as pessoas e muito especialmente a todoas as que amo e me ama(ra)m