08 junho 2009

Só.

Se um dia me virem na rua.
Só.
Não me digam, só por dizer,
Que estou só.

Parem para me ver,
Nem que seja, só,
Para me olharem na alma.
Só. É quanto baste.

Se vou só, talvez seja porque não vou convosco.
Só. Eu.
Assim, um pouco de vós é suficente para me inundar o espírito,
E não me sentir tão só(mente) pleno de mim.

Árdua é a consciência de ser Só(l) entre a luz e a matéria,
Só(litário) por cósmico destino,
Na aparência, só, mas não dissociado.
Só, de mim para mim.