10 dezembro 2004

O lento caminho do ser

Cansada vai a alma da gente que sente
Arrasta-se já indolente pela calçada basáltica da vida

Segue plena, porém manca,
Cheia de tudo e de nada

Vai arqueada pelo peso da indiferença,
Carregando no corpo que a conduz o lastro do vazio do ter

Cansada vai essa alma, anacrónica talvez,
Porém não derrotada

Segue trôpega, porém certa da sua essência
Ainda que não seja certa a sua razão

Vai guiada pelo instinto nato do Universo
Vestida de branco e despida de si