14 maio 2006

Do que é amar

Amo-te por tudo o que és,
Finito e infinito

Cabeça, mãos e pés,
E sobretudo por tudo o que não se vê nem pode ser dito

Sinto cada ruga tua como se fosse minha
Que por ser também minha é apenas uma ruga...

Amo os teus defeitos, porque os aceito,
E também o que os outros chamam de trejeitos...

Amo até o que em ti me desagrada,
Pois isso é parte de ti

E por isso às vezes sorrio sem expressão exterior
Ao sentir em mim o amor por essas pequenas coisas que fazes ou dizes

Amo-te em liberdade,
Ciente da premência da tua essência e da urgência da tua consciência

Amo-te sem medo nem controle,
Pois é dentro de mim que encontro a verdade

Não te pergunto se me amas
Porque sei que quando já não me amares não será sequer preciso perguntar

Então amar-te-ei ainda mais
Para que tenhas coragem de seguir o teu caminho

Na verdade nada do que em ti amo me pertence
A não ser a bênção de te poder amar

É por isso que te peço cada beijo
E meço cada desejo pela medida grande da tua dignidade

Nada quero que te fira ou violente,
Que divida em vez de unir

Assim é o amor e embora não ame ninguém por ora
Sei que um dia é assim que (te) vou amar