17 junho 2006

Da palavra

Recuso a palavra que manipula
E estipula o que os outros devem pensar... ao arrepio da sua consciência

Repudio a palavra mentirosa,
Que engana e desencaminha

Rejeito a palavra que não é sentida
Senão com o sentido de preverter

Refuto as palavras que se afirmam
Contra a palavra da própria pessoa

Resisto à palavra única
Que se apresenta como a última palavra...

Renego a palavra que comanda
Sem respeito nem dignidade pelo Homem

Rasgo as palavras escritas com hipocrisia
E queimo-as na fogueira da verdade

Rosno às palavras daninhas e maldosas
Que procuram crescer na mente das mentes mais inconscientes

Potente mas finita e frágil é essa palavra que manipula,
Que divide os homens e os aparta da liberdade e de si mesmos

Palavra que sempre retorna à origem...
Que sempre devolve a sua intenção a quem a proferiu...

A ti que divides em vez de unir...
A ti que plantas a dúvida na mente do outro...

A ti que atraiçoas os valores da amizade e o apelo Júpiter e Urano...
E procuras ferir com palavras perversas a essência do meu ser...

A ti que obsessivamente procuras pela palavra cativar alma alheia,
Privando-a da sua consciência e do seu processo...

Te dedico as palavras mais simples mas mais poderosas:
Eu te amo como ser em evolução que és como eu; eu te perdoo como Cristo perdoou.