12 junho 2006

Hoje

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Hoje regresso ao porto de onde, por Preste João, me apartei,
Sem troféus (que não busquei), nem ouro (que não demandei), nem outro (que, por Amar, libertei)...

E de novo recolho essas velas brancas
Em que apenas o vento ousou soprar

Regresso mais consciente,
Renato das tormentas e das quimeras

O meu navio está mais robusto,
Mas não ileso

Aguarda pelo (a)mar,
Mas urge por um leme que o poupe e oriente

Hoje regresso à minha velha casa.
À minha espera ninguém senão eu...

Renovo e alimento o espírito
Com as árias que a voz operática anima

Ah, como é duro regressar a casa
E de novo confrontar-me com o que ainda não sou nem sei...

Queria fugir de mim mas não consigo,
Encontro-me a cada esquina da minha existência,

Ciente que é do encontro comigo
Que pode nascer um dia o encontro contigo.